Iluminação no Paisagismo -Técnica e sensibilidade.

Olá queridos leitores,

Agora falarei sobre os equipamentos a serem usados, tipos de lâmpadas, focos, cálculos, cores e tudo mais que se precisa para iluminar aquele jardim maravilhoso.

Primeiro é preciso bater um papo com uma profissional paisagista, para saber mais sobre o comportamento da vegetação que irá iluminar, saber se elas gostam de luz, de sombra, de meia luz, para aí você analisar se é bom colocar uma certa quantidade de luz nela ou não, pois também pode afetar a saúde das plantas.

Plantas que gostam de luz, podem ate receber as lâmpadas de foco etc, as que não gostam, deixe que recebam a luz indireta para que elas não sintam muita diferença no seu habitat.

Sabendo dessas questões, verifique se haverá algum lago, ou área que fique permanentemente submersa, pois terá que colocar equipamentos especiais com o IP maior de 66.

IP é o indicativo do grau de proteção de um produto. É um padrão internacional definido pela Comissão Eletrotécnica Internacional (a IEC) para classificar e avaliar o grau de proteção de produtos eletrônicos fornecidos contra a entrada de poeira e água.

GRAU-DE-PROTECAO_png

Após filtras os equipamentos para áreas externas, as lampadas irá de acordo com o porte da planta e o conceito do projeto.

Plantas de grande porte, precisam de lâmpadas de mais potência, e de grau de abertura variado, pois quanto mais fechado, mais alcance ela tem.Como exemplo, lâmpadas PAR 30, PAR 38, AR111 e também as lâmpadas de vapor metálico.

Já as plantas menores, pode se usar lâmpadas menos potentes, mas com a mesma configuração de graus de abertura, como as PAR 20, dicróicas ou luminárias já com LED acoplado com potencias médias de 5w.

Também há luminárias externas para lâmpadas vapor metálicos, que seus refletores são angulados para que a luz reflita numa determinada direção (exemplo abaixo). Tecnologia que esta sendo substituída pelos LED de alta potência.

6365-big Luminária externa para lâmpada vapor metálico com refletor assimétrico.

Esses LED agora são blindados na luminária, dando mais vida útil a luz, pois, alem de não esquentar como as convencionais, fazendo com que a umidade entre na luminária, a vedação de fabrica garante que nenhuma umidade entre nos circuitos e queime.

01

Agora, para se escolher a cor da luz que irá utilizar no paisagismo, deve-se observar qual a cor que predomina naquele ambiente, se é o verde mais azulado, ou o verde mais amarelado, pois a partir dai, que ira escolher o tom da luz, lembrando que colocar a cor VERDE na vegetação, deixa com o aspecto preto e branco, e não evidencia sua beleza.

Depois que verificou a cor predominante, coloque como padrão aquele tom de luz, seja ele 3000K (Branco morno) seja 4000k (Branco neutro) ou 6000k (Branco frio) menos usado no paisagismo, porem ainda usado.

Sendo que se a vegetação for de tons mais verde amarelado = 3000K (Branco morno) ou 4000k (Branco neutro).

Verde azulado= 4000k (Branco neutro) ou 6000k (Branco frio).

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Claro que tudo vai do “Felling” do ambiente.

O cálculo para luz nesse caso, seria o método de ponto a ponto, já explicado nos artigos anteriores, que você pega a quantidade de lúmens definida pela norma ABNT NBR ISO 8995, e calcula qual potencia de lampada e grau de abertura e a deve ter para que na vegetação tenha essa quantidade de luz pré definida, como no exemplo abaixo,quanto mais longe,ou mais potencia ou menos ângulo de abertura.

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E com todas essas técnicas, também há toda a sensibilidade de cada lighting designer, você precisa sentir o local, ver qual parte precisa e merece ser evidenciada, valorizada, pois, iluminar é além de técnica, sentimento de quem ira frequentar o local.

Esses são exemplos de iluminação no paisagismo que achei bem interessantes.

Até a próxima queridos leitores, e vamos falar mais sobre a arte de iluminar!

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Iluminação no Paisagismo – Introdução

Olá queridos leitores,

Um dos tipos de iluminação que gosto muito é a iluminação que enaltece a vegetação! A luz do paisagismo.

Nesse artigo, gostaria de falar sobre os equipamentos adequados, seus custos, pois muitos veem que é alto, mas no final o barato sai caro, os macetes para se bem iluminar, por que, a natureza é tão fantástica que merece ser admirada durante a noite também, alem do mais, também ira aproveitar para iluminar o espaço, dar segurança entre outros.

Bom, primeiramente, para se iniciar um bom projeto de iluminação para o paisagismo, se deve analisar junto ao paisagista, o conceito que sera usado no espaço.

Assim como, tipo de vegetação, porte, cores e elementos que serão usados, se a vegetação não se prejudicará com aquele tipo de luz, pois, a partir dai, que será o ponto de partida para definição do conceito de iluminação.

Tipos

As criptógamas são as plantas que não produzem sementes, flores ou frutos, briófitas e pteridófitas.

As fanerógamas são as plantas que produzem sementes, flores e frutos,  gimnospermas e angiospermas.

Terrestres, aquáticas, aéreas, jardim, ornamentais, medicinais, ervas, venenosas ou carnívoras.

Portes

Figura-2-Classificacao-das-plantas-quanto-ao-porte-Classe-dentro-de-cada-grupo-as

Cores

Na vegetação o verde é predominante, porém ha vários tons de verdes que de deve ter uma atenção, como o verde mais azulado, tendo para cor 450nm e o verde amarelado, tendo para cor de 550nm ( na tabela de um espectograma)

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Elementos

Esses elementos são objetos que fazem parte do paisagismo, seja como enfeite, apoio para a vegetação, descanso entre outros.

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Vegetação e a luz

Se atente aos tipos de vegetações que gostam de sol direto, sol indireto ou sombra, pois isso influenciará na iluminação artificial, por que não seria legal colocar uma luz forte numa planta que gosta de sombra, por menos tempo que seja diário, ao fim, ela sentirá e poderá sofrer com isso, então sempre bom saber as que já gostam de iluminação para não correr esse risco.

Fazendo toda a analise desses detalhes, aí dá pra se começar a desenvolver o projeto luminotécnico para o paisagismo, onde e o que quer valorizar, onde quer dar segurança, onde quer dar visibilidade, e por ai vai.

No próximo artigo felarei sobre os equipamentos a serem usados, tipos de lampadas, focos, cálculos, cores e tudo mais que se precisa para ter aquele jardim maravilhoso a noite.

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Cálculo de iluminação Método do ponto a ponto.

Olá queridos leitores,

Hoje vou falar um pouco sobre o cálculo para iluminação do método ponto a ponto, que

serve para calcular qual grau de abertura uma lâmpada deve ter para que tenha um

diâmetro desejado no plano, qual a quantidade de luz vai ter numa determinada

superfície ou qual sua potencia para que isso seja alcançada.

Vamos começar por uma fórmula pequena:

Cálculo de iluminância perpendicular à superfície.

A distância “d” entre a fonte de luz e o objeto a ser iluminado.

E = I / d²       ponto

Onde:

I= Intensidade luminosa (cd= candela, unidade de medida da lâmpada de foco,

quantidade de luz numa única direção,geralmente informada pelo fabricante) lançada

verticalmente sobre o ponto considerado.

abaaaformai-0.jpg                Lei do inverso do quadrado da distância

Esse método demonstra que a iluminância (E) quantidade de luz definido pela norma

ABNT definida por quantidade de Lux, é inversamente proporcional ao quadrado da

distância.

Exemplo:

Calcular a iluminância de destaque de uma oja sobre o balcão. Lampada utilizada:

Halogena OSRAM DECOSTAR 51 50W – facho de luz 10°.

calc. luz

Consultar o catalogo com as informações do fabricante:

calc. luz1

Aplica a fórmula : E = I / h²     Intensidade luminosa da lampada: I=12.500cd (fornecida

pelo catálogo)  Altura: h= 3,70m

E =  12500/3.70²     E = 913 lux

Considerando-se, por exemplo, que a iluminação geral dessa loja é de 500lux, temos um

fator aproximadamente 2:1.

Outro exemplo para saber qual grau de abertura a lâmpada deve ter:

Qual será o angulo de facho da luz de uma lampada AR111 para que consiga iluminar

uma área de 70cm de diâmetro, a 4m de distância?

form. ponto4

Solução:

α = 2 . arc tg  r/d

α = 2 . arc tg 0,35/ 4,00

α = 10° 

Assim, você acha o ângulo de abertura da lâmpada que deve ter para que consiga

iluminar o diâmetro desejado.

 

 

 

Cálculo de iluminância NÃO perpendicular à superfície.

Depois, você precisa de umas regrinhas da trigonometria, chamada

->Razões trigonométricas:

Fazendo assim, tendo como base um triângulo retângulo, que relaciona a semelhança

entre triângulos,  ( ΔBEA, ΔCAE, ΔACB) para demonstrar o teorema de Pitágoras, podemos

definir algumas relações que envolvem os ângulos (α = alfa) e (ß = beta) do triangulo

retângulo. São eles o Seno, Co-seno e a tangente. Definimos essas linhas trigonométricas

da seguinte forma:

trigo

Se a incidência da luz não for perpendicular ao plano do objeto, como um plano de

trabalho, a fórmula passa a ser:

Sendo Eh= Iluminância horizontal.

Ev= Iluminância vertical.

form. ponto    luminotcnica-parte-2-clculos-39-638

Exemplo:

No caso abaixo, aplica-se a formula:   E = Iα . cos³ α / h²  

e depois aplica:     I = (cd/1000) x F 

I : Intensidade luminosa em candelas

F : Fluxo luminoso da luminária em lm ( lúmens)

ponto1.jpg

Com esse tipo de luminária:  PHILIPS TBS 050-M2 para 02 lampadas fluorescentes

tubulares ECO MASTER de 32w com 2.700 lúmens cada uma.

calc.-luz4.jpg

->Curvas fotométricas

Cada luminária tem sua curva fotométrica (CDL) com as respectivas intensidades

luminosas:

potno3

 

 

 

 

 

Os fabricantes sérios informam gráficos onde as curvas são expressas em candelas (cd)

por 1000 lúmens (lm) de acordo com os ângulos de incidência (0 à 180°) nos sentidos

transversal e longitudinal da luminária.

Para calcular a iluminância em um ponto na mesa situado a um ângulo de 30°, temos

que a Intensidade luminosa ( I ), tirada do gráfico é de 240 cd (candelas).

ponto4-e1553100954670.jpg

Como os valores no gráficos são padronizados a cada 1000 lúmens, temos:

I = (cd/1000) x F 

I : Intensidade luminosa em candelas e  F : Fluxo luminoso da luminária em lm ( lúmens)

Então, nosso exemplo:

I = (240/1000) . (2 . 2700)

I = 1296 cd (candelas)

Aplicando a fórmula:     E = Iα . cos³ α / h²  

E = (1296 . Cos³30°)/2²       E = 210 lux

Caso o nível mínimo recomendado pela norma fosse 500lx, uma luminária nessa posição

e com essas características não seria suficiente para iluminar a sala para o trabalho.

 

Por hoje é só pessoal, não é difícil, apenas trabalhoso…

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Cálculo de iluminação Método dos Lúmens

Olá queridos leitores,

Hoje vou falar um pouco sobre o calculo para iluminação e como usa-lo de forma simples, é um pouquinho trabalhoso, pois necessita que você procure por informações do ambiente a ser iluminado e as das que o fabricante, nos mais sérios, informam sobre seus produtos que serão utilizados no projeto.

Exemplo, vamos iniciar uma análise para fazer o cálculo de iluminação com ajuda de uma planilha que desenvolvi para facilitar.

slide5.jpg

Primeiro você precisa saber as medidas do ambiente a ser iluminado, o comprimento e a largura, e assim você saberá a área. Comprimento x largura.

Após você define o plano de trabalho, onde as pessoas vão trabalhar, altura da mesa ou balcão, por exemplo.

Lembrando que esse cálculo é para uma iluminação geral do ambiente, não está incluso a luz focada, aquela que se obtêm com lâmpada dicroicas, par 20, AR70, etc…É somente com lâmpada de luz difusa, tubulares, econômicas, bulbo, etc…

Tendo o espaço, você precisa saber quantas lâmpadas você vai ter que ter, independente da quantidade de pontos de energia que tem, claro que se puder definir os pontos, melhor, pois você consegue deixar a iluminação mais homogênea.

Precisará também da quantidade de iluminância (lux) prevista na norma ABNT 5413, que varia de acordo com a função do local.

Vai multiplicar a iluminância pela área do ambiente.

Depois dividir pelo fluxo luminoso ( lúmens = informação que deve vir na lâmpada ou é informado pelo fornecedor)

Tem o fator de utilização (o mais complicadinho), que vem numa tabela que o fabricante deverá informar cruzando os dados do fator do local (K) com o índice de reflexão.

Fator do local (K): Você pega o comprimento do ambiente multiplica pela largura e divide pela altura útil (distancia entre e luminária e o plano de trabalho), você obterá um valor e é só jogar na tabela.

Índice de reflexão: É uma tabela que tem das % que a superfície reflete, quanto mais claras, maior a %.

slide4-copia-2.jpg

 

Cruzando a % com o numero aproximado do Fator do local, você encontrará um numero, o qual você ir utilizar.

Depois você precisará saber o Fator do reator, porém se a lâmpada não necessite, esse quesito será nulo.

e por ultimo, terá que fazer a análise do ambiente, uma tabela que você escolhera se o ambiente é salubre ou insalubre, como a você vê abaixo:

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E Voilá!!!

Então, para saber a quantidade de lâmpadas que precisará, é só:

multiplicar o lux necessário pela área e dividir pelo resultado da multiplicação

dos lúmens por K por fator do reator por análise do ambiente. Como a fórmula abaixo:

Slide4

Bom, aí você já sabe de quantas lampadas dos watts que escolheu vai precisar, por exemplo, 10 lâmpadas eletrônicas de 20w, agora é só escolher a luminária e ver quantas lâmpadas cada uma precisará.

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Iluminação Comercial Parte 02: Psicologia aplicada

O ponto de venda deve seduzir o consumidor e a iluminação atrai seu público alvo.

São tantas as alternativas para despertar o consumo que sempre é preciso inovar e aproveitar ao máximo os ambientes dos pontos de vendas, para mais do que atrair, fidelizar o cliente.

Deve ter, além de um estudo para saber o posicionamento dos móveis, organização, com a função de entreter, mostrar, atrair, encantar, divertir e também a iluminação. O ideal é ter um projeto que conversa com a proposta de marketing e identidade da loja.

Todo esse grupo de fatores é o que é responsável para que se tenha uma atmosfera que leve a compra, tem que ter um diferencial, já que o produto em si, acaba sendo o mesmo.

A loja se torna ferramenta para que o cliente perceba seu produto e valorize dos demais.

E a iluminação é o que cria todo o cenário para isso. Seja uma loja com produtos exclusivos, onde a luz deve ter um ar dramático e teatral, até as lojas mais populares que precisam de mais luz, bem claras e convidativas, quanto mais pessoas melhor.

Partindo dessa ideia de que a luz é uma ferramenta, a percepções das pessoas são inconscientes, mas que são exatamente entendidas, mesmo que elas não saibam o porquê. Não importa se a loja é grande ou pequena, o importante é que ela passa a mensagem desejada e que os clientes a entendam perfeitamente.

E a visão humana é o primeiro sentido atingido, e que determina o primeiro interesse no produto, sendo assim, a iluminação é peça chave.

Mas nessa questão de luz, não há receita a ser seguida a risca, e sim, definir o conceito da luz que devera ser aplicada com aquele objetivo de atrair aquele tipo de cliente.

No entanto, muitos lojistas acreditam que para desenvolver um bom projeto com um especialista terão um orçamento muito alto. Porém, não , a proporção de um custo da obra e um projeto de iluminação é baixíssimo, cerca de 1%, mas seu benefícios são inúmeros.

Abaixo fiz um gráfico de acordo com pesquisas que relatam que a iluminação de ambientes também define o público que o frequenta, é interessante que a luz com tons mais quente determina uma classe mais alta, enquanto a luz mais fria, uma classe mais popular.

GRAFICO

Isso, muitas das vezes, se tem por que, com o surgimento das lâmpadas tubulares e econômicas (tons mais frios), o custo de gasto e manutenção era bem mais barato do que as lâmpadas incandescentes (tons mais quentes), consequentemente determinava o tipo de loja e cliente que as frequentava.

Porem, existem casos que lojas populares estão se utilizando de cores quentes também, graças a tecnologia do LED que proporcionou mais economia.

Com bons profissionais e técnicas de iluminação, pode se surpreender com poucos recursos.

Mais que uma loja, crie um conceito

Quando se adquire um estabelecimento, o primeiro passo é criar um conceito para ele (claro que existem as franquias que já vem tudo pronto) mas, para aquele que não optou por isso, o conceito é fundamenta, pois tudo vai girar em torno dele, inclusive a iluminação. Existem milhares de lojas espalhadas por ai, nessa concorrência sem fim, mas por que sera que tem umas que se destacam, que nunca mais esquecemos e outras não?

Você sabe o que faz com que uma loja se sobressaia perante às demais?

Para uma loja ser especial, é preciso que ela saia do comum, que inove, que mexa com as pessoas, que as encante.

Assim, não estará vendendo só o produto, mas também uma imagem, cheio, luz, que ficara na mente para sempre.

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Criando cenários com a iluminação para encantar

Nas grandes lojas, há a necessidade de se delimitar os espaços para quebrar aquela mesmice do ambiente geral, e a iluminação é uma das melhores aliadas para isso.

As luzes de focos são excelentes para isso, elas chamam atenção para o produto, fazendo como ilhas para cada tipo.

Se usa para destacar departamentos, seções ou mesmo outras propostas de comportamento num mesmo ambiente, esse espaço que ela ocupa recebe um tratamento que diferencia da vizinhança, como uma cor, ou tipo de lâmpada, algo que atraia os olhos dos clientes.

Utilizando os bons “spots” tanto embutidos, quanto de sobrepor, costumam dar um excelente resultado, mas tudo vai depender do projeto a ser seguido, pois existem diversas lâmpadas de foco no mercado, e cada caso é um caso.

Já nas lojas menores, essas luzes de foco, geralmente é utilizada em alguma prateleira, manequim, onde colocamos produtos que querermos que seja especialmente valorizado.

Ao mesmo tempo em que decoram a área, chamam atenção do público e sinalizam o espaço à distância.

Isso tudo é muito estudado pelo profissional para valorizar sua marca, seu espaço,

produzindo um maior encantamento dos clientes e aumentando as suas vendas.

Como funciona:

Tudo começa pela contratação de um bom especialista no assunto, já por que você investiu no ponto, e quer ter certeza que tudo dará certo.

A partir disso, se é feito uma análise profunda do tipo de negócio, estilo, publico alvo e outros detalhes que dependerá do ramo e do resultado que se deseja.

Sensação

Deve se proporcionar sensações, de acordo com seu conceito, claro que alguns irão se identificar, outros não, mas aí que funciona para captar seu publico alvo. Por meio de sons, cheiros, toque e visual.

Percepção subliminar

As mensagens subliminares as vezes nos manipulam e nem percebemos, e é isso o papel dela quando se é eficaz. Atingir nosso inconsciente que atua no nosso comportamento, fazemos ações e nem nos damos conta.

Capturando a atenção

O tamanho, Contraste, Cor,  Movimento, Sons, tudo influencia para se obter a atenção.Ainda mais em vendas, tudo se torna uma arma para que o objetivo de vender seja alcançado.

Ai, que entra a percepção dos clientes, quando eles tomam consciência de uma sensação, reconhecem o ambiente que esta belo e atraente.

Percepção de luminosidade

E a iluminação se torna protagonista nessa arte, como o cérebro elege um objeto onde há maior concentração de luminosidade, é ali que tem que se colocar a isca, para que a partir do objeto visto, ele observe os demais , 60% do julgamento  (inconsciente) de um produto se baseia na luz, então, se fizer corretamente, há uma grande chance de conseguir atrair seu cliente com eficácia.

Memória

Atingir a memoria é algo que poucas marcas conseguem, nesse mundo onde há um turbilhão de informações instantâneas, se apegar a uma marca é algo cada vez mais difícil, por isso , há cada vez mais profissionais que se dedicam ao marketing sensorial, onde mais do que vender, trabalhe as emoções das pessoas.

Para que um evento seja guardado na memória, várias informações são associadas, como sons, imagens, cheiros, sentimentos, como exemplo na figura abaixo ilustra um pouco desse caminho.

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Depois de todas essas informações psicológicas sobre como a emoções, se bem atingidas pela ambiente, estimulam a maior compra, e a iluminação que atrai o cliente e o induz a comprar mais, você acha que um lighting designer ou designer de iluminação é importante?

Fazer um projeto de iluminação no comércio é essencial, não só tem como objetivo de iluminar, mas como atrair potenciais clientes e valorizar seus produtos.

Ela bem utilizada, cria várias atmosferas no ambiente, dando sensações que induzem ao consumo. Enchem os olhos dos clientes, os mesmos encantados, não resistem ao produto e acabam comprando, até mesmo sem querer.

Por isso, um especialista auxiliando, a chance de ter sucesso no seu empreendimento é quase que certo, pois ele vai analisar os mínimos detalhes para que seu objetivo seja alcançado e por mais que as pessoas não percebam, a iluminação influencia muito os desejos delas.

Então, se for esperto, você que tem u quer investir em um ponto de venda, pense nisso e veja que vale muito a pena.

 

Um beijo para todos meus leitores.

Má.

Iluminação Comercial: O que é, como funciona, por que planeja-lá e quais seus benefícios – Parte 01

Em geral, a iluminação comercial tem como finalidade destacar e valorizar seus produtos para que os mesmos sejam mais vistos e mais vendidos.

O que é a iluminação comercial?

É o conjunto de fontes de luz e luminárias que compõe um estilo com a finalidade de destacar produtos e oferecer diversas sensações aos clientes de acordo com a finalidade do estabelecimento.

Benefícios Gerais

Loja Bem Iluminada: Economia de energia elétrica e Melhora nas Vendas

Com um projeto bem aplicado, a iluminação pode atrair seu público alvo, fazer com que ele compre mais, que tenha as sensações desejadas para que promova seu negócio aos parentes, amigos, colegas e afins.

Quando o cliente se sente confortável e seguro, ele tem a tendência de comprar mais do que o habitual e/ou optar por produtos com maior valor.

Iluminação bem feita traz benefícios que vão além da ajuda no aumento nas vendas, ela economia energia.

A boa distribuição de energia elétrica, alem de passar noção de valor para seus clientes, mas também reduz  bem elaborados além de passar a percepção de valor para seus clientes, também reduz gastos , que poderão converter-se em percentuais de lucro maior através da economia com os custos.

O uso racional de energia elétrica está ganhando escala com a ajuda da tecnologia e da conscientização de funcionários, gerentes, diretores e também dos consumidores, que estão cada dia mais ligados a questões de sustentabilidade e prezam empresas que desenvolvem ações para desonerar o meio ambiente de tudo o que possa prejudicá-lo.

Tudo deve começar com um bom projeto luminotécnico, que precisa estar perfeitamente adequado ao perfil e às características de cada loja.

Este projeto deve atender as necessidades de cada área ou seção, visando proporcionar o máximo de segurança a clientes e colaboradores.

No que se refere aos projetos voltados para cada seção da loja, deve-se observar, para torná-las mais eficientes em termos de iluminação, as seguinte características:

Quantidade de Luz Oferecida

Como as lojas normalmente ocupam espaços amplos, é imprescindível que as soluções utilizadas ofereçam boa quantidade de luz.

Estudos demonstram que ambientes mais iluminados são favoráveis à sensação de bem-estar do ser humano, algo muito desejado pelos lojistas em relação aos consumidores.

Temperatura de cor

As lâmpadas com temperaturas de cor entre 2700K e 3200 (chamado branco morno), mais parecido com a iluminação solar, dão a sensação de o ambiente estar mais quente, já entre 3500K e 4900K é o branco neutro muito usado em locais querem luz branca sem deixar o ambiente muito frio, têm um branco-azulado (chamado branco frio), de 5000k a 6500k, que proporciona a sensação de o ambiente estar frio, para lugares que exige atenção.

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Índice de Reprodução de Cor

Precisa ser muito bem pensado para que os produtos possam ser visualizados da maneira mais agradável possível.

Em cada seção da loja as lâmpadas devem reproduzir as cores reais dos produtos, fator importante para estimular o sentido visual do consumidor e mantê-lo interessado na compra.

Vida Útil

Também importante a ser observado é a vida útil dos equipamentos elétricos e das lâmpadas.

Levando-se em conta que geralmente os pontos gerais de luz de uma loja ficam localizados em lugares de difícil acesso (pé-direito elevado, por exemplo), dá-se a necessidade de a ter vida útil elevada, para reduzir gastos com manutenção provocados por mau funcionamento, quebras e trocas.

Consumo de Energia

Como todos tem como objetivo obter maiores lucros, um dos meios é reduzindo as despesas, logo é preciso que o lojista economize ao máximo, utilizando iluminação adequada, que pode ser gerada por lâmpadas que ofereçam maior eficiência energética e menor consumo de energia.

Em outras palavras: mais luz com menores custos de operação ou seja uma loja mais bonita e atraente com menor custo de energia elétrica.

Para as áreas de vendas a iluminação mais adequada é a que destaca as características dos produtos e das gôndolas e deve estar associada com Índice de Reprodução de Cor (IRC).

Grandes áreas para iluminar

Dependendo a empresa, por terem área de venda maior e pé-direito mais alto, o mais comum é a utilização de luminárias com lâmpadas de alta potência, do tipo multivapor metálico, que possibilita a dispersão da iluminação e maior alcance, sem criar ofuscamentos para o cliente e valorizando as estruturas do teto.

Com temperaturas de cor que pode variar de 3.000 a 6.000K (Kelvin), já existem modelos dessas lâmpadas que não só proporcionam boa resposta de luz, mas também permitem escolher a temperatura de cor para áreas com aspecto mais frio ou para outras de aspecto mais quente, dependendo do tipo de produto exposto.

Essas lâmpadas proporcionam ao ambiente boa visualização dos produtos, sempre lembrando que deveríamos ter uma quantidade de luz acima de 500 lux* nas áreas comuns e acima de 800 lux* nas áreas dos caixas.

* Lux: Unidade que mede a quantidade de luz incidida sobre uma superfície.

Menores áreas para iluminar

No pé-direito muito baixo, devem ser utilizados modelos menores e é melhor usar os modelos com anti ofuscamento (para evitar incômodo aos olhos).

Através de um projeto é possível proporcionar à iluminação da loja diferentes temperaturas de cor, com as luminárias quase invisíveis e muita economia de energia elétrica.

As cores mais claras nas paredes, pisos e revestimentos refletem mais a iluminação. A disposição dos pontos de luz e os espaços dos ambientes influenciam diretamente na iluminação que chega aos produtos.

Uma forma de evitar sombras é colocar iluminação de luminárias direcionáveis, esse tipo de iluminação proporciona conforto e boa visualização aos produtos.

Áreas externas

Já a iluminação da fachada deve estar alinhada com as estratégias de comunicação visual.

Por exemplo, se o objetivo for chamar a atenção, uma boa opção é o uso de equipamentos capazes de criar efeitos como o wall washed (parede lavada).

Os estacionamentos, de maneira geral, precisam de luz suficiente para gerar segurança nos consumidores.

Para eles, são indicadas lâmpadas vapor de sódio de alta pressão, ideais para iluminação de exteriores, uma vez que têm alta eficiência luminosa, grande alcance de luz e longa durabilidade.

Outra alternativa são as lâmpadas de multivapores metálicos com tubo de tecnologia de quartzo, que proporciona alta eficiência luminosa e boa distribuição de luz, além de uma melhor reprodução de cor.

Uma tendência para a área externa seria não somente fazer a iluminação chapada do prédio com refletores muito potentes, o que além de consumir muita energia, não valoriza sua fachada, e você pode diminuir a potência dos refletores de iluminação e utilizar luminárias de embutir no chão, próximas as colunas ou algum elemento que queria destacar, com lâmpadas de vapor metálico HQI de 150w, com foco fechado, tem um alcance fácil de 15 metros de altura e proporciona aspecto de requinte a fachada.

Aqui, é a primeira parte de uma longa conversa sobre iluminação comercial, que é um vasto assunto, de muitos detalhes e que vale a pena ser discutido.

Já já posto mais informações sobre essa iluminação que encanta, seduz e envolve os usuários.

 

Um beijo para todos meus leitores.

Má.

Entendendo a Arte da Iluminação

Entendendo a Arte da Iluminação

A iluminação elétrica serve não só para clarear o ambiente, mas também para destacar produtos, esconder defeitos, segmentar pessoas, seja por idade, classe social ou gênero.

Serve para demonstrar limpeza, aconchego ou fluxo rápido.

Trabalha os sentidos visuais e emocionais das pessoas.

fig.01-4-3.jpg

O estudo da luz em suas aplicações, considerando os efeitos da luz sobre os seres vivos e suas atividades, é conhecido hoje como Luminotécnica.

A tarefa de especificar luminárias deve garantir uma iluminação ideal e de qualidade, e para isso é necessário analisar:

As necessidades humanas

  • Desempenho visual;
  • Conforto visual;
  • Saúde e bem-estar;
  • Segurança;
  • Estética.

As necessidades do Ambiente / Arquitetura

  • Forma e composição;
  • Estilo, as luminárias devem estar de acordo com a decoração / arquitetura;
  • Integração com a iluminação natural;
  • Características das superfícies;
  • Pontos de destaque e interesse;
  • Normas técnicas e legislação.

Os custos

  • Instalação;
  • Manutenção;
  • Operação;
  • Consumo de energia.

Benefícios Gerais

Existem muitos benefícios quando se planeja uma boa iluminação, principalmente quando se trabalha em conjunto com a iluminação natural. Há também quando se bem planejado, a maior eficiência energética, redução de custos, manutenções e maior desempenho visual, aumenta a segurança, fora a parte estética, que irá alavancar qualquer negócio promovendo-o e atraindo o devido público alvo.

Para Indústrias

Aumenta a produtividade. Diminui acidentes de trabalho, aumenta a segurança, com o Retrofit (modernização dos equipamentos de iluminação) tem o aumento da eficiência energética, ilumina mais e consome menos, reduzindo assim o custo e manutenção com energia elétrica.

fig.02

Para Escritórios

Aumenta o engajamento, faz com que seu cliente se sinta confortável e confiante.

Define seu estilo, trabalho e valoriza sua marca.

fig.03

 

Para o Comércio

Quando bem aplicado, define o público alvo, valoriza e delimita seus produtos de acordo com estilos, idades, etc.

 Aumentam as vendas, pois influenciam visualmente e emocionalmente os clientes.

fig.04

Para o Museus e instituições

O projeto bem aplicado, se atenta a conservação e destaque do objeto iluminado. Seja ele a própria construção ou as peças expostas.

Além de ser uma luz que não danifica o que é iluminado, também tem maior eficiência o que acarreta diminuição do consumo e manutenção energética. E também é capaz de trabalhar com as emoções dos usuários.

Passos para elaboração de um projeto de iluminação

                       Light Designer                                                     Cliente

fig.07

Finalizando,

Queridos leitores que se interessam por essa arte de iluminar, essa área é muito ampla e complexa, então, ainda tem muito assunto para falarmos.

Até a próxima!

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Beijos Má.