Iluminação no Paisagismo -Técnica e sensibilidade.

Olá queridos leitores,

Agora falarei sobre os equipamentos a serem usados, tipos de lâmpadas, focos, cálculos, cores e tudo mais que se precisa para iluminar aquele jardim maravilhoso.

Primeiro é preciso bater um papo com uma profissional paisagista, para saber mais sobre o comportamento da vegetação que irá iluminar, saber se elas gostam de luz, de sombra, de meia luz, para aí você analisar se é bom colocar uma certa quantidade de luz nela ou não, pois também pode afetar a saúde das plantas.

Plantas que gostam de luz, podem ate receber as lâmpadas de foco etc, as que não gostam, deixe que recebam a luz indireta para que elas não sintam muita diferença no seu habitat.

Sabendo dessas questões, verifique se haverá algum lago, ou área que fique permanentemente submersa, pois terá que colocar equipamentos especiais com o IP maior de 66.

IP é o indicativo do grau de proteção de um produto. É um padrão internacional definido pela Comissão Eletrotécnica Internacional (a IEC) para classificar e avaliar o grau de proteção de produtos eletrônicos fornecidos contra a entrada de poeira e água.

GRAU-DE-PROTECAO_png

Após filtras os equipamentos para áreas externas, as lampadas irá de acordo com o porte da planta e o conceito do projeto.

Plantas de grande porte, precisam de lâmpadas de mais potência, e de grau de abertura variado, pois quanto mais fechado, mais alcance ela tem.Como exemplo, lâmpadas PAR 30, PAR 38, AR111 e também as lâmpadas de vapor metálico.

Já as plantas menores, pode se usar lâmpadas menos potentes, mas com a mesma configuração de graus de abertura, como as PAR 20, dicróicas ou luminárias já com LED acoplado com potencias médias de 5w.

Também há luminárias externas para lâmpadas vapor metálicos, que seus refletores são angulados para que a luz reflita numa determinada direção (exemplo abaixo). Tecnologia que esta sendo substituída pelos LED de alta potência.

6365-big Luminária externa para lâmpada vapor metálico com refletor assimétrico.

Esses LED agora são blindados na luminária, dando mais vida útil a luz, pois, alem de não esquentar como as convencionais, fazendo com que a umidade entre na luminária, a vedação de fabrica garante que nenhuma umidade entre nos circuitos e queime.

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Agora, para se escolher a cor da luz que irá utilizar no paisagismo, deve-se observar qual a cor que predomina naquele ambiente, se é o verde mais azulado, ou o verde mais amarelado, pois a partir dai, que ira escolher o tom da luz, lembrando que colocar a cor VERDE na vegetação, deixa com o aspecto preto e branco, e não evidencia sua beleza.

Depois que verificou a cor predominante, coloque como padrão aquele tom de luz, seja ele 3000K (Branco morno) seja 4000k (Branco neutro) ou 6000k (Branco frio) menos usado no paisagismo, porem ainda usado.

Sendo que se a vegetação for de tons mais verde amarelado = 3000K (Branco morno) ou 4000k (Branco neutro).

Verde azulado= 4000k (Branco neutro) ou 6000k (Branco frio).

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Claro que tudo vai do “Felling” do ambiente.

O cálculo para luz nesse caso, seria o método de ponto a ponto, já explicado nos artigos anteriores, que você pega a quantidade de lúmens definida pela norma ABNT NBR ISO 8995, e calcula qual potencia de lampada e grau de abertura e a deve ter para que na vegetação tenha essa quantidade de luz pré definida, como no exemplo abaixo,quanto mais longe,ou mais potencia ou menos ângulo de abertura.

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E com todas essas técnicas, também há toda a sensibilidade de cada lighting designer, você precisa sentir o local, ver qual parte precisa e merece ser evidenciada, valorizada, pois, iluminar é além de técnica, sentimento de quem ira frequentar o local.

Esses são exemplos de iluminação no paisagismo que achei bem interessantes.

Até a próxima queridos leitores, e vamos falar mais sobre a arte de iluminar!

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Iluminação no Paisagismo – Introdução

Olá queridos leitores,

Um dos tipos de iluminação que gosto muito é a iluminação que enaltece a vegetação! A luz do paisagismo.

Nesse artigo, gostaria de falar sobre os equipamentos adequados, seus custos, pois muitos veem que é alto, mas no final o barato sai caro, os macetes para se bem iluminar, por que, a natureza é tão fantástica que merece ser admirada durante a noite também, alem do mais, também ira aproveitar para iluminar o espaço, dar segurança entre outros.

Bom, primeiramente, para se iniciar um bom projeto de iluminação para o paisagismo, se deve analisar junto ao paisagista, o conceito que sera usado no espaço.

Assim como, tipo de vegetação, porte, cores e elementos que serão usados, se a vegetação não se prejudicará com aquele tipo de luz, pois, a partir dai, que será o ponto de partida para definição do conceito de iluminação.

Tipos

As criptógamas são as plantas que não produzem sementes, flores ou frutos, briófitas e pteridófitas.

As fanerógamas são as plantas que produzem sementes, flores e frutos,  gimnospermas e angiospermas.

Terrestres, aquáticas, aéreas, jardim, ornamentais, medicinais, ervas, venenosas ou carnívoras.

Portes

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Cores

Na vegetação o verde é predominante, porém ha vários tons de verdes que de deve ter uma atenção, como o verde mais azulado, tendo para cor 450nm e o verde amarelado, tendo para cor de 550nm ( na tabela de um espectograma)

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Elementos

Esses elementos são objetos que fazem parte do paisagismo, seja como enfeite, apoio para a vegetação, descanso entre outros.

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Vegetação e a luz

Se atente aos tipos de vegetações que gostam de sol direto, sol indireto ou sombra, pois isso influenciará na iluminação artificial, por que não seria legal colocar uma luz forte numa planta que gosta de sombra, por menos tempo que seja diário, ao fim, ela sentirá e poderá sofrer com isso, então sempre bom saber as que já gostam de iluminação para não correr esse risco.

Fazendo toda a analise desses detalhes, aí dá pra se começar a desenvolver o projeto luminotécnico para o paisagismo, onde e o que quer valorizar, onde quer dar segurança, onde quer dar visibilidade, e por ai vai.

No próximo artigo felarei sobre os equipamentos a serem usados, tipos de lampadas, focos, cálculos, cores e tudo mais que se precisa para ter aquele jardim maravilhoso a noite.

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Cálculo de iluminação Método do ponto a ponto.

Olá queridos leitores,

Hoje vou falar um pouco sobre o cálculo para iluminação do método ponto a ponto, que

serve para calcular qual grau de abertura uma lâmpada deve ter para que tenha um

diâmetro desejado no plano, qual a quantidade de luz vai ter numa determinada

superfície ou qual sua potencia para que isso seja alcançada.

Vamos começar por uma fórmula pequena:

Cálculo de iluminância perpendicular à superfície.

A distância “d” entre a fonte de luz e o objeto a ser iluminado.

E = I / d²       ponto

Onde:

I= Intensidade luminosa (cd= candela, unidade de medida da lâmpada de foco,

quantidade de luz numa única direção,geralmente informada pelo fabricante) lançada

verticalmente sobre o ponto considerado.

abaaaformai-0.jpg                Lei do inverso do quadrado da distância

Esse método demonstra que a iluminância (E) quantidade de luz definido pela norma

ABNT definida por quantidade de Lux, é inversamente proporcional ao quadrado da

distância.

Exemplo:

Calcular a iluminância de destaque de uma oja sobre o balcão. Lampada utilizada:

Halogena OSRAM DECOSTAR 51 50W – facho de luz 10°.

calc. luz

Consultar o catalogo com as informações do fabricante:

calc. luz1

Aplica a fórmula : E = I / h²     Intensidade luminosa da lampada: I=12.500cd (fornecida

pelo catálogo)  Altura: h= 3,70m

E =  12500/3.70²     E = 913 lux

Considerando-se, por exemplo, que a iluminação geral dessa loja é de 500lux, temos um

fator aproximadamente 2:1.

Outro exemplo para saber qual grau de abertura a lâmpada deve ter:

Qual será o angulo de facho da luz de uma lampada AR111 para que consiga iluminar

uma área de 70cm de diâmetro, a 4m de distância?

form. ponto4

Solução:

α = 2 . arc tg  r/d

α = 2 . arc tg 0,35/ 4,00

α = 10° 

Assim, você acha o ângulo de abertura da lâmpada que deve ter para que consiga

iluminar o diâmetro desejado.

 

 

 

Cálculo de iluminância NÃO perpendicular à superfície.

Depois, você precisa de umas regrinhas da trigonometria, chamada

->Razões trigonométricas:

Fazendo assim, tendo como base um triângulo retângulo, que relaciona a semelhança

entre triângulos,  ( ΔBEA, ΔCAE, ΔACB) para demonstrar o teorema de Pitágoras, podemos

definir algumas relações que envolvem os ângulos (α = alfa) e (ß = beta) do triangulo

retângulo. São eles o Seno, Co-seno e a tangente. Definimos essas linhas trigonométricas

da seguinte forma:

trigo

Se a incidência da luz não for perpendicular ao plano do objeto, como um plano de

trabalho, a fórmula passa a ser:

Sendo Eh= Iluminância horizontal.

Ev= Iluminância vertical.

form. ponto    luminotcnica-parte-2-clculos-39-638

Exemplo:

No caso abaixo, aplica-se a formula:   E = Iα . cos³ α / h²  

e depois aplica:     I = (cd/1000) x F 

I : Intensidade luminosa em candelas

F : Fluxo luminoso da luminária em lm ( lúmens)

ponto1.jpg

Com esse tipo de luminária:  PHILIPS TBS 050-M2 para 02 lampadas fluorescentes

tubulares ECO MASTER de 32w com 2.700 lúmens cada uma.

calc.-luz4.jpg

->Curvas fotométricas

Cada luminária tem sua curva fotométrica (CDL) com as respectivas intensidades

luminosas:

potno3

 

 

 

 

 

Os fabricantes sérios informam gráficos onde as curvas são expressas em candelas (cd)

por 1000 lúmens (lm) de acordo com os ângulos de incidência (0 à 180°) nos sentidos

transversal e longitudinal da luminária.

Para calcular a iluminância em um ponto na mesa situado a um ângulo de 30°, temos

que a Intensidade luminosa ( I ), tirada do gráfico é de 240 cd (candelas).

ponto4-e1553100954670.jpg

Como os valores no gráficos são padronizados a cada 1000 lúmens, temos:

I = (cd/1000) x F 

I : Intensidade luminosa em candelas e  F : Fluxo luminoso da luminária em lm ( lúmens)

Então, nosso exemplo:

I = (240/1000) . (2 . 2700)

I = 1296 cd (candelas)

Aplicando a fórmula:     E = Iα . cos³ α / h²  

E = (1296 . Cos³30°)/2²       E = 210 lux

Caso o nível mínimo recomendado pela norma fosse 500lx, uma luminária nessa posição

e com essas características não seria suficiente para iluminar a sala para o trabalho.

 

Por hoje é só pessoal, não é difícil, apenas trabalhoso…

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.

 

 

 

 

 

 

Cálculo de iluminação Método dos Lúmens

Olá queridos leitores,

Hoje vou falar um pouco sobre o calculo para iluminação e como usa-lo de forma simples, é um pouquinho trabalhoso, pois necessita que você procure por informações do ambiente a ser iluminado e as das que o fabricante, nos mais sérios, informam sobre seus produtos que serão utilizados no projeto.

Exemplo, vamos iniciar uma análise para fazer o cálculo de iluminação com ajuda de uma planilha que desenvolvi para facilitar.

slide5.jpg

Primeiro você precisa saber as medidas do ambiente a ser iluminado, o comprimento e a largura, e assim você saberá a área. Comprimento x largura.

Após você define o plano de trabalho, onde as pessoas vão trabalhar, altura da mesa ou balcão, por exemplo.

Lembrando que esse cálculo é para uma iluminação geral do ambiente, não está incluso a luz focada, aquela que se obtêm com lâmpada dicroicas, par 20, AR70, etc…É somente com lâmpada de luz difusa, tubulares, econômicas, bulbo, etc…

Tendo o espaço, você precisa saber quantas lâmpadas você vai ter que ter, independente da quantidade de pontos de energia que tem, claro que se puder definir os pontos, melhor, pois você consegue deixar a iluminação mais homogênea.

Precisará também da quantidade de iluminância (lux) prevista na norma ABNT 5413, que varia de acordo com a função do local.

Vai multiplicar a iluminância pela área do ambiente.

Depois dividir pelo fluxo luminoso ( lúmens = informação que deve vir na lâmpada ou é informado pelo fornecedor)

Tem o fator de utilização (o mais complicadinho), que vem numa tabela que o fabricante deverá informar cruzando os dados do fator do local (K) com o índice de reflexão.

Fator do local (K): Você pega o comprimento do ambiente multiplica pela largura e divide pela altura útil (distancia entre e luminária e o plano de trabalho), você obterá um valor e é só jogar na tabela.

Índice de reflexão: É uma tabela que tem das % que a superfície reflete, quanto mais claras, maior a %.

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Cruzando a % com o numero aproximado do Fator do local, você encontrará um numero, o qual você ir utilizar.

Depois você precisará saber o Fator do reator, porém se a lâmpada não necessite, esse quesito será nulo.

e por ultimo, terá que fazer a análise do ambiente, uma tabela que você escolhera se o ambiente é salubre ou insalubre, como a você vê abaixo:

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E Voilá!!!

Então, para saber a quantidade de lâmpadas que precisará, é só:

multiplicar o lux necessário pela área e dividir pelo resultado da multiplicação

dos lúmens por K por fator do reator por análise do ambiente. Como a fórmula abaixo:

Slide4

Bom, aí você já sabe de quantas lampadas dos watts que escolheu vai precisar, por exemplo, 10 lâmpadas eletrônicas de 20w, agora é só escolher a luminária e ver quantas lâmpadas cada uma precisará.

Qualquer dúvida é só me mandar um e-mail : mary@arquiteturadailuminacao.com

Obrigada e até a próxima.

Beijos Ma.